Qual o sentido da vida? Eis uma boa pergunta para figurar num exame de Filosofia. De facto, tentar responder a esta pergunta é, de certo modo, filosofar. E já muito se filosofou sobre essa questão. Toda a gente na sua vida tem um período, ou mais, em que pensa sobre qual a verdadeira razão da sua existência, mas quando não se está a passar por um momento desses e nos perguntam isso torna-se mais difícil responder, como é o meu caso, e aumentam as probabilidades de se dar uma resposta bastante parva, que também é o meu caso. Se perguntássemos a um marginal do Rio de Janeiro a resposta talvez fosse: “me dá seu relógio cara, JÁ!”. O que realmente traduz a mensagem de que para aquele jovem activo a vida não passa de um exercício de sobrevivência, na qual os mais destemidos vencem e os que não têm armas de defesa pessoal não. Ao fazermos o mesmo exercício com um norte-americano a resposta poderia ser esta: “eu, como Americano, tenho o dever de, na minha vida, ajudar o meu país tentando ao mesmo tempo ser feliz”. Claro que também existe a tradução disto, que é: “preciso de ajudar o meu país a conseguir melhorar a sua economia nem que isso envolva poluição em massa e guerra, enquanto tento comprar o máximo de coisas inúteis, porém caras, que posso, com o meu ordenado de escravo que sai de casa às 7 da manhã e só volta às 9 da noite para jantar e meter a cabeça na cama.”
Todas as pessoas têm interpretações diferentes da vida e do seu significado. Para mim a vida é só a oportunidade de sonhar, aprender, sofrer, rir, ouvir anedotas, ouvir as discussões da Assembleia da República, ver comédias, praticar desporto, estar com os amigos, estar com as AMIGAS (as mulheres fazem muita falta, especialmente na praia), enfim, fazer tudo o que me faz sentir bem, durante o tempo que for preciso, tendo sempre uma preocupação, evoluir.
Os humanos têm muito a mania de pensar que tudo tem um profundo significado, mas talvez a vida seja só para ser levada segundo a liberdade de cada um, sem ser para cumprir os propósitos marcados por deuses maquiavélicos que nos inserem num plano que nos transcende. O que eu defendo é que o Sentido da Vida nunca poderá ser o sentido proibido, mas sempre o sentido obrigatório, não devemos desistir da vida por muito merdosa que a achemos, porque é a única que temos, ou, para aqueles que acreditam na reencarnação, a única de que nos lembramos.
sábado, 6 de março de 2004
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2 comentários:
podes definir sentido obrigatorio e proibido... qual a diferença de um para outro?
e se escreveres sobre o lado escondido da personalidade...
foi pela tua evolução que me apaixonei..lol tens cá um paleio! ;)
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