domingo, 24 de outubro de 2010
Ancidade
Imagina-te a desceres uma rua da cidade. Em vez de leres todas as palavras que te rodeiam, nos anúncios, nos cartazes, etc, ouve-las em voz alta na tua cabeça. Quanto silêncio então terias? Nenhum. É o que sinto quando derivo pela cidade. No campo, é a natureza que te lê, que te ouve. Lá o silêncio assusta-me porque eu e a natureza ouvimos os devaneios constantes da minha mente, e tanto eu como ela não gostamos. Por isso um homem que não esteja em paz não pode desfrutar do silêncio de si e se refugia no barulho dos outros. Para não ouvir o seu.
Subscrever:
Mensagens (Atom)